5 séries de fantasia publicadas no Brasil (#EspalheFantasia)

espalhe

Li Harry Potter e O Senhor dos Anéis em 2001. O mundo era outro, e a presença da fantasia nas prateleiras do Brasil ainda era escassa. Como leitor ávido para conhecer mais sobre o gênero, recordo de ter tido bastante dificuldade em encontrar livros ou de poder arcar com os valores altos. O tempo resolveu esses problemas. Os títulos proliferaram e os valores tornaram-se mais justos.

Há um estigma na literatura fantástica no Brasil, marcado pelo preconceito, normalmente associando o gênero às histórias infantis. Felizmente, isso está mudando. Editoras de todos os tamanhos cada vez mais abrem espaço para a fantasia, autores se auto-publicam e novos escritores surgem a todo instante. Há um interesse em alta, alavancado pela popularização de filmes e séries do gênero (ou que permeiam suas fronteiras). A Internet, a formação de grupos, o contato entre os fãs são alguns outros fatores que estão ajudando a popularizar o gênero.

Mesmo com tamanho crescimento, no entanto, a fantasia ainda não chega a muitos leitores. É uma estrada longa que deve ser trilhada. Considerarei uma vitória o dia que tivermos seções de Fantasia/Ficção Científica em muitas livrarias, e não uma divisão entre estrangeiros e nacionais.

Com o intuito de espalhar o gênero para o maior número possível de brasileiros, o Vagner e a Marcelly dos sites Desbravando Livros Me Livrando, respectivamente, surgiram com a excelente iniciativa de uma blogagem coletiva chamada #EspalheFantasia, onde blogueiros, autores e fãs escolhem cinco séries de fantasia publicadas no Brasil e explicam por que ela figura em sua lista.

Abaixo seguem as minhas 5 recomendações, em ordem alfabética.

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As Crônicas de Gelo e Fogo (George R. R. Martin)

As Crônicas de Gelo e Fogo chegaram para trazer uma revolução no mundo da fantasia. Decisões dúbias, traições, intrigas, relações proibidas e violência são as marcas registradas das Crônicas. Popularizada pela série da HBO, Martin publicou o primeiro livro em 1996 e está devendo o sexto para uma comunidade ávida de leitores.

Sinopse

Quando Eddard Stark é chamado para o cargo de Mão do Rei, decide investigar o motivo pelo qual a Mão anterior morreu envenenada. Com sua família separada nos diversos cantos de Westeros, Eddard precisa encarar a guerra que se inicia quando o rei Robert Baratheon morre, fragmentando os Sete Reinos em uma disputa pelo poder.

Por que está na lista?

Por ter popularizado a fantasia grimdark, que já existia, mas era pouco conhecida até mesmo pelos fãs do gênero.

 

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Duna (Frank Herbert)

Embora seja uma mescla de fantasia com ficção científica, Duna vale a pena ser citado aqui. Publicado em 1965 após sucessivas recusas de editoras, Duna é mais que uma excelente história. A obra trouxe à tona a questão ambiental, ainda pouco abordada nos anos 60. Herbert escreveu cinco livros da série em vida. Quando faleceu, seu filho, Brian Herbert, terminou a saga com mais dois livros e escreveu várias outras séries desconectadas da principal. Duna está sendo publicado no Brasil pela Editora Aleph, que já lançou os três primeiros da série.

Sinopse

Duna se passa em um futuro distante da humanidade, quando a raça humana vive em um modo de vida semi-feudal com alguns aspectos tecnológicos. Paul Atreides, que pertence a uma família escolhida para administrar o planeta deserto Arrakis, precisa enfrentar os Harkonnen, que desejam tomar o poder do planeta. Enquanto isso, também deve elaborar alianças com os Fremen, nativos acostumados a viver no deserto.

Por que está na lista?

Pela incrível contribuição para o mundo da fantasia ao levantar assuntos que só seriam destaques no futuro.

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Reinos Eternos (J. M. Beraldo)

João Marcelo Beraldo é um escritor e game designer carioca com uma diversidade de contos publicados. Seu primeiro livro foi a ficção científica militar Véu da Verdade. Também trabalhou em jogos como Taikodom, Pet Mania, Flying Kingdoms e Marble Drop. Em 2015, publicou Império de Diamante, o primeiro da série Reinos Eternos, com influências da cultura de tribos e povos africanos, destacando-se em meio ao excesso das influências europeias no gênero. Último Refúgio, o segundo livro da série, vai ser lançado ainda este mês!

Sinopse

Protegido com um exército poderosíssimo, o Imperador governou de forma sábia e inteligente. No entanto, vinte anos depois, poucos se lembram dele. O governo abandona as províncias e o povo pede ajuda, mas ela não vem. Quatro pessoas com diferentes objetivos se envolvem em uma trama que pode revelar os segredos do Imperador.

Por que está na lista?

Para provar que brasileiros são tão excelentes quanto quaisquer outros autores famosos internacionais.

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A Roda do Tempo (Robert Jordan)

Publicado em 1990 e planejado para um volume, a série transformou-se em um épico de 15 livros com uma infinidade de personagens e um excelente sistema de magia. Influenciada pela cultura e mitologia asiática, a série já tem quatro livros publicados no Brasil. Robert Jordan morreu antes de escrever todos os livros, mas Brandon Sanderson foi escolhido pela viúva de Jordan para levar seu legado adiante.

Sinopse

Uma misteriosa forasteira chega na região dos Dois Rios, chamando a atenção dos habitantes do pacato vilarejo. Quando a vila é invadida por Trollocs, a mulher ajuda Rand al’Thor a fugir e abre o caminho para uma grande jornada. Ela acredita que Rand é o Dragão Renascido, o responsável por salvar ou destruir o mundo.

Por que está na lista?

Para mostrar que muitas vezes uma obra vai além da morte do autor.

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A Torre Negra (Stephen King)

Mais um que mescla fantasia com ficção científica e terror, A Torre Negra é a tentativa do mestre do terror em fazer um épico. E, na minha opinião, ele conseguiu. Com sete livros, a Torre começou a ser publicada em 1982 com O Pistoleiro. Anos depois, King tinha uma história capaz de misturar a Nova York nos anos 80 com um mundo semi-medieval em decadência.

Sinopse

O mundo seguiu adiante. Roland Deschain é o último de uma linhagem de pistoleiros e percorre o deserto do Mohaine atrás de um homem de preto. Este é apenas o início de sua jornada para encontrar A Torre Negra, o centro de toda a existência, e salvá-la da destruição.

Por que está na lista?

Por que King conseguiu misturar uso de heroína, portas mágicas, histórias de amor, uma aranha gigante, um palhaço, referências a cultura pop (e muito mais) sem que a história pareça uma sátira. 😉

 


Espero que tenha gostado! 🙂 Não se esqueça de compartilhar para ajudar a espalhar a fantasia. Use a hashtag #EspalheFantasia em suas publicações. Cada visualização deste tópico e de todos os parceiros que participam da blogagem coletiva é um incentivo para que livros do gênero sejam cada vez mais publicados aqui no Brasil. Aquele autor estrangeiro que você tanto quer traduzido pode ter sua chance aqui; aquele livro que você escreveu e está guardado na gaveta para publicar pode finalmente ver a luz do dia; e, é claro, pela seção de fantasia/ficção científica nas livrarias.

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14 comentários

  1. Duna!! :O Depois que fiquei sabendo dos vermes malditos (simplesmente amo aquele filme) Duna foi diretinho pra lista de leituras. Mas tenho dificuldade em organizar as leituras, são tantas… E vou concordar com A Roda do Tempo, que está sendo a melhor leitura do ano, e com A Torre Negra que, apesar de inacabada a leitura da série, já está no meu coração ❤

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  2. Ohhh Lista! Duna é uma obra incrível, fiquei já apaixonada, logo de cara, no primeiro livro. As Crônicas de Gelo e Fogo hoje em dia dispensa comentários, foi a série que me introduziu mais fundo no mundo das fantasias. Bah, sem contar A Roda do Tempo. Preciso urgente de a Torre Negra e Reinos Eternos

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  3. Ainda não conheço A Roda do Tempo. Digo que é uma falha minha como leitor de fantasia que irei corrigir nos próximos meses. Mas é inegável falar da contribuição do Robert Jordan para o gênero. Figuras como o George R.R. Martin, Patrick Rothfuss e, claro, Brandon Sanderson tecem elogios e falam que leram Jordan em algum momento de suas vidas.

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  4. Vou só esperar Duna sair com as capas novas pra poder adquirir essa série e começar a ler, sempre ouço falarem muito bem. Torre Negra eu vou usar pra quitar a minha dívida com Stephen King… Esse do Joao Beraldo parece ser sensacional, e que arte de capa excelente, heim!? Postagem muito boa, curti 😀

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  5. “Li Harry Potter e O Senhor dos Anéis em 2001. O mundo era outro, e a presença da fantasia nas prateleiras do Brasil ainda era escassa.”

    Li Harry Potter em 2001 também. Foi meu “abridor de portas” para a fantasia. Gostei muito do estilo que você estruturou a postagem!
    Duna e Império de Diamante estão na lista desse ano!

    Excelente lista! Abraços!

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